BRASIL, SAO PAULO, SAO PAULO, Homem, odval@uol.com.br



O que é isto?


Anterior
Desenho com caneta bic - Taçabola.(00)


Meu dedo mindinho 3

Finalmente chegou o dia que íamos acampar. Durante sete dias fizemos os preparativos e, estava vendo que ficaria de fora se não tomasse uma providencia. Pois o Capitão tinha sentenciado:
- Pastorelli, com a mão assim você não pode acampar.
Depois de passado quase duas semanas com a mão enfaixada, fui ao médico. O Capitão examinou a mão, apertou o dedo:
- Dói?
- Não senhor – menti, assim ele me deu alta.
Voltei ao Esquadrão todo contente e, me apresentei ao Tenente:
- Já que o Capitão deu alta trate de arrumar suas coisas que você está atrasado.
Realmente, todos os meus colegas do pelotão estavam fazendo os últimos preparativos. Tive que correr para arrumar os meus pertences pessoais, roupa, escova, cobertor, barraca, fuzil, sela, conferir tudo se estava certo, se não tinha nada arrebentado, nenhuma correia faltando, estribo, focinheira, banho no cavalo, mandar ferrar.
- Pó, Sargento, dar banho no cavalo, não vamos andar quilômetros e quilômetros, vamos suar, poeira, pra que lavar o cavalo? – perguntei para o Sargento.
- Tche, você não toma banho todos os dias? O cavalo também, principalmente quando vai passear.
Dei um bom banho no cavalo, aliás, era um animal super cobiçado, branco com pintas pretas quase transparentes, na perna direita uma mancha preta, o que realmente o deixava bonito era a longa crina e o belo rabo todo branco. Na hora das fotos, todos queriam tirar montados nele. Era o mais manso da tropa, corria e saltava bem, não era um moleirão, podia fazer o que quisesse com ele, passar por baixo, se enfiar entre as patas, apenas se esquentava um pouco na hora de ferrar, aí ele dava um pouco de trabalho. Depois tive que limpar o mosquetão, e enquanto o Tenente não se convenceu de que a arma estivesse realmente limpa, tive que limpar umas cinco vezes.
- Que foi soldado? – perguntou ao ver minha expressão.
- Nada, Tenente.
- A mão está doendo?
- Não, é que me cortei na mira do mosquetão – sabia que se dissesse que a mão doía, não me deixaria acampar.
O dedo que doía, principalmente quando precisava apertar uma correia ou dar algum nó. Porém, consegui preparar todo o equipamento no prazo. Finalmente o dia da partida tinha chegado. Saímos do quartel às três da madrugada, chegamos ao local onde ia ser o acampamento às dez horas da manhã, cansados e famintos.

29.08.2002
pastorelli



21/11/2009 Publicada por Pastorelli


Tudo bem? Bem criativo e muito bem desenhado. Sobre o filme fantasma da opera, já assisti outras versões, a de 1943 com Nelson Eddy, foi o melhor que assisti. Abraço e sucesso.

21/11/2009 19:40 Bene http://vamosnessaminhagente.nafoto.net/

Comente esta foto
Nome   
E-mail   
Site/Blog   
Comentário  
Caracteres restantes : 1000


UOL